Revelação de esperança

 

Revelação de esperança

Sábado à tarde

 

VERSO PARA MEMORIZAR: "Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança" (Romanos 15:4).

Leituras para esta semana: Sl 34:7; 91:4; Rm 3:26; 1Co 15:51-58; Cl 1:14; 2:13; 1Ts 4:13-18; 1Pe 3:18; 1Jo 1:9; 2:12.

Pensamento-chave: A Bíblia nos revela um mundo de esperança e promessa.

Quatro aviadores da Segunda Guerra Mundial, abatidos, flutuaram por 21 dias em um pequeno salva-vidas no meio do Pacífico. Eles não tinham água nem comida. Porém, quando a sede apertou, choveu, e eles apanharam a água da chuva e beberam; quando a fome se tornou insuportável, gaivotas pousaram nas balsas, e eles apanharam os pássaros e os comeram.

Quando, finalmente, foram salvos, eles foram entrevistados separadamente, e a cada foi feita a mesma pergunta: "A que você atribui sua sobrevivência?" Todos os homens deram basicamente a mesma resposta: Havia um Novo Testamento na balsa, que eles liam cada dia. E aquele livro lhes deu esperança para avançar, mesmo quando não parecia haver esperança.

Na Bíblia, esperança não é usada no sentido popular da palavra, um desejo com pouca base nos fatos. Na Palavra, esperança é apresentada como a verdade sobre um Deus amoroso, onipotente, que Se importa conosco, que provê para nós e que nos oferece a promessa de uma nova existência em um novo mundo. Nesta semana, vamos estudar a revelação da esperança que nos é dada na Palavra de Deus.

 

 

A "consolação das Escrituras"

"Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança" (Rm 15:4).

1. No verso acima, Paulo fala da "consolação das Escrituras" que levam à esperança. Que coisas em particular você encontrou na Bíblia para, pessoalmente, lhe dar esperança?

A Bíblia fala da condição da humanidade, que todos somos pecadores (Rm 3:10) e que o salário de pecado é a morte (Rm 6:23). O esforço para a salvação da humanidade é expresso por Paulo quando diz: "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7:24). A resposta está em Jesus Cristo, nosso Senhor (Rm 6:23). Por Seu grande amor, Cristo estava disposto a vir a este mundo, viver como ser humano e morrer a morte que devíamos morrer. A Bíblia nos aponta a esperança da salvação, que podemos ter em Jesus por causa de Seu sacrifício em nosso favor.

2. Que esperança nos é apresentada nestes textos?

a. Rom. 3:26; I Ped. 3:18

b. João 16:13; II Tim. 3:16

c. Luc. 18:29, 30; I João 5:13

Na cruz, Jesus, por meio de quem todas as coisas foram feitas (Cl 1:16), levou sobre Si mesmo a penalidade dos nossos pecados. Jesus morreu em nosso lugar, sofreu em nosso lugar, tudo por nós. Por que Cristo teria passado por tanto sofrimento, por nós, se não houvesse algo incrivelmente valioso para nós? Que esperança este fato nos oferece?

   

Esperança de perdão

Uma mulher foi brutalmente assassinada. Depois de examinar o caso, os psicólogos da polícia criaram um plano para apanhar o assassino. Eles colocaram uma câmera de vídeo e um microfone escondidos na sepultura. E esperaram. Certa noite, um homem chegou junto à sepultura, dobrou os joelhos e implorou perdão à mulher. A polícia gravou isso tudo em uma fita.

O que levou o homem de volta à sua vítima? Só existe uma resposta: culpa.

Como seres caídos, como pecadores, todos erramos. Mesmo as pessoas que não crêem na Bíblia, que não entendem o conceito do pecado, como nós, têm um senso de certo e errado, e freqüentemente sentem-se culpadas quando agem de modo errado. Para algumas pessoas, o senso de culpa é opressivo. É a emoção fundamental que dirige tudo o que fazem. Para muitos, ela conduz a desespero incrível, não só para si mesmos mas para os que freqüentemente sofrem por causa do comportamento distorcido.

Mas existe esperança, e esta se encontra revelada nas Escrituras, porque nas Escrituras recebemos a história de Jesus e de Sua morte em nosso favor.

3. Que esperança existe para os que pecam? Atos 26:18; Efés. 1:7; 4:32; Col. 1:14; 2:13; I João 1:9; 2:12

A Bíblia é clara ao afirmar que, por meio de Jesus, temos perdão. Sobre a extensão do perdão, as Escrituras mostram Deus afirmando que afastou nossos pecados à distância entre o leste e o oeste (Sl 103:12); que os lançou nas profundezas do mar (Mq 7:19) ou para trás de Si (Is 38:17); que Ele os apagou ou os desfez (Sl 51:1, 9; Is 43:25; 44:22) e que jamais Se lembrará deles (Jr 31:34). Realmente, foi pelos pecados do mundo inteiro que Cristo morreu como sacrifício expiatório, eficaz por meio da fé (Rm 3:25). Não importa quem seja você ou o que tenha feito, seus pecados podem ser perdoados por Deus se você suplicar Suas promessas de perdão.

Você tem problemas com a culpa? Neste caso, volte a ler alguns dos textos apresentados hoje. Leia, ore sobre eles, e derrame seu coração a Deus, pedindo-Lhe que lhe dê a certeza de que essas promessas são para você, não importa o que você possa ter feito.

   

Esperança para vencer o pecado

4. Que esperança relativa ao pecado oferece a Bíblia? Prov. 24:16; I Cor. 15:57

Embora possamos cair, existe esperança – esperança de que podemos erguer-nos vez após outra, se necessário, esperança de que não somos rejeitados por Deus. E embora possamos pecar, Jesus nos defenderá como nosso mediador (Hb 7:25; 1Jo 2:1). Além disso, a Bíblia também diz que, pelo poder de Jesus, podemos ter vitória sobre o pecado.

Uma coisa é solicitar as promessas divinas de perdão. E existem muitas. Mas que dizer de Suas promessas de vitória sobre o pecado? Elas não são igualmente reais? Não são igualmente importantes? Então, quão importante é nos apropriarmos dessas promessas e experimentar sua realidade em nossa experiência com Jesus!

Alguns membros podem ter dificuldades para vencer suas fraquezas. Os passos seguintes, com base nas Escrituras, podem nos levar à vitória:

1. Reconheça suas fraquezas e que você não pode vencê-las em sua própria força (veja João 15:5).

2. Reclame as promessas de Deus de lhe dar a vitória; faça uso constante delas (veja Fp 4:13).

3. Creia que Deus lhe deu a vitória para vencer essas debilidades e agradeça-Lhe a vitória (veja 1Co 10:13).

4. Reivindique a promessa de "morte" para o eu em Cristo (veja Rm 6:11).

5. Tome medidas concretas e práticas para evitar as coisas que o levam ao pecado (veja Rm 13:14).

6. Viva com a atitude de louvor e oração ao Senhor, que lhe dá o poder de vencer as fraquezas (veja 1Co 15:57).

Você já reclamou as promessas bíblicas de perdão, mas agora está com dificuldades para obter a vitória? Você está falhando, apesar de todas as promessas de vitória encontradas na Bíblia? Que mudanças você precisa fazer a fim de aplicar melhor os passos acima em sua experiência com Deus?

   

Provisão e proteção

"Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Sl 37:25).

5. Que esperança Jesus oferece quanto às nossas provisões diárias? Mat. 6:25-34

Como criador do Universo, Deus certamente encheu a Terra com Suas maravilhosas provisões. Mas a desolação do pecado cobrou seu repugnante tributo, e nem todos têm acesso a essa liberalidade. Mas mesmo em meio a excessiva riqueza ou pobreza miserável, temos as promessas de que Deus proverá aquilo de que precisamos.

Ao mesmo tempo, Deus também nos dá esperança de proteção. Não estamos sob aquilo que é denominado de "tirania do acaso". Nossa vida não é governada por forças inconscientes sem propósito. Embora aconteçam coisas ruins, os que amam a Deus têm promessas maravilhosas que podem nos dar grande esperança, apesar das calamidades.

6. Que esperança nas dificuldades nos é prometida? Sal. 46:1-3; 34:7; 91:4; 125:2; Mat. 28:20

O Senhor nos deu promessas maravilhosas quanto ao Seu cuidado e amorosa proteção. Podemos encontrar muitos exemplos na Bíblia em que o Senhor protegeu Seu povo de maneira maravilhosa, até miraculosa. Mas também podemos achar exemplos em que o povo de Deus sofre, e até mesmo morre, enquanto permanece fiel (veja Mt 14:10; At 7:59; Hb 11:35-39). A promessa de Deus falhou nesses exemplos? Ou, ao contrário – por causa dessas promessas – podemos saber que quando acontecem coisas ruins, podemos confiar que o Senhor ainda está no controle e podemos ter esperança para o futuro, apesar das provações e sofrimento?

Como a realidade dessas promessas se manifestou em sua vida? O que você aprendeu de suas provações e sofrimentos? Como sua experiência pode ajudar alguém que está passando por uma situação difícil?

   

Esperança de vida eterna

Não importa se somos ricos, poderosos, bonitos ou famosos, todos enfrentamos a morte. Os medicamentos, a alimentação saudável e os exercícios só podem adiar o inevitável. Não importa qual tenha sido mossa criação, nossa educação, qual seja nossa raça, credo ou nossa cor, a morte sempre nos alcança. A vida aqui, por si mesma, é sempre uma proposta perdedora. É difícil pensar nisto: passamos pela vida lutando com provações, tragédias, doenças, enganos, só para chegar àquilo que mais tememos: a morte é a única maneira certa de encerrar essas provações.

Felizmente, a Bíblia mostra o que a natureza, a ciência, a história e a filosofia nunca podem mostrar: que a morte não tem a palavra final. Pelo contrário, graças a Jesus, vida, vida eterna, é assim que a história termina para os que aceitam Cristo como seu Senhor e Salvador.

7. Escreva em suas próprias palavras as promessas de esperança que encontramos nestes versos: I Cor. 15:51-58; I Tess. 4:13-18

Neste mundo, que não oferece resposta para a morte, é bom saber que existe uma resposta, e esta é encontrada em Jesus. É bom saber que a morte não é o fim; não é uma longa noite temida que nunca chega a uma manhã. A sepultura não é uma prisão da qual não existe libertação. Jesus Cristo foi para a sepultura e saiu triunfante; e, graças a Seu triunfo sobre a morte, nós também venceremos sobre ela. Este é o poder do ministério de Cristo, esta é sua eficácia para nós; nem a morte pode detê-Lo.

Esta é a esperança que encontramos na Bíblia, onde se encontra a história de Jesus e do que Ele fez e fará por nós. Na Bíblia, encontramos a resposta para a questão mais difícil da vida, e essa é a morte. E mais ainda, na Bíblia encontramos a esperança de que a morte não precisa ser a última parada.

Imagine como seria a vida se você cresse que tudo terminasse, para sempre, na morte. Que diferença isso faria na sua vida? Que diferença faria em suas ações? Que razões você teria para continuar vivendo se, no fim, você soubesse que tudo isso não daria resultado? Como a esperança da vida eterna deve influenciar sua vida agora?

Sexta

Ano Bíblico: Neem. 1–4

Estudo adicional

Ellen G. White, O Grande Conflito, "O Livramento dos Justos", págs. 635–652, "O Final e Glorioso Triunfo", págs. 662–678.

"Há na Palavra de Deus graciosas promessas, das quais os que estão a sofrer, quer no corpo quer na mente, podem receber conforto, esperança e encorajamento." – Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, pág. 213.

"Precisamos compreender melhor o sentido destas palavras: ‘Desejo muito a sua sombra e debaixo dela me assento.’ Ct 2:3. Elas não nos fazem evocar a lembrança de uma pressa febril, mas de um repouso sossegado. Muitos cristãos há que andam ansiosos e abatidos, muitos andam tão cheios de atividades que não podem achar tempo algum para repousar nas promessas de Deus, que procedem como se não pudessem desfrutar paz e tranqüilidade. A todos esses, Cristo dirige o convite: ‘Vinde a Mim, ... e Eu vos aliviarei.’ Mt 11:28." – Ibidem, pág. 251.

Perguntas para consideração

1. Apesar das promessas da Bíblia, por que ainda existem tantas pessoas sofrendo? Por que Deus permite que aconteçam todas essas coisas? Como podemos usar a Bíblia para dar conforto e esperança aos que estão sofrendo?
2. Comente com a classe o papel da igreja e como Deus a usa para levar às pessoas a esperança encontrada nas Suas promessas. Como sua igreja local pode ser usada pelo Senhor com maior eficácia para fazer cumprir-se algumas dessas promessas na vida dos que as reivindicam em nome de Jesus?
3. Apesar de tantas promessas claras e inequívocas a respeito da vitória sobre o pecado, por que, freqüentemente, os membros da igreja têm tantas dificuldades em vencer? Fale com a classe sobre os passos que podem ser dados para ajudar-se mutuamente a obter as vitórias que, por si mesmas, são tão difíceis.
4. Peça que alguns membros de sua classe compartilhem um texto bíblico que lhes dá esperança, e deixe que cada um explique por que esse texto significa tanto para ele.

Tenho que apresentar a Lição amanhã...

Texto-chave: Romanos 15:4

Ensine a classe a...

Conhecer: Que podemos estar seguros da salvação em Cristo.
Sentir: Confiar no poder de Deus para nos guardar do pecado e da tentação.
Praticar: Orar pela habitação do Espírito para que outros vejam o poder de Deus em nossa vida.

Esboço

I. Nossa esperança em Cristo (Rm 3:26)

A. A justificação ocorre no momento em que aceitamos Cristo ou se desenvolve com o passar do tempo? Explique sua resposta.
B. O que significa a expressão bíblica de que fomos selados pelo Espírito (2Co 1:22; Ef 4:30)?

II. Cristo nossa expiação (1Jo 1:9)

A. Jesus morreu para fazer expiação pelos pecados do mundo inteiro. O que significa isso para um pecador individual?
B. Em Cristo, temos perdão, vitória sobre a tentação e libertação da culpa. O que significa isso para nossa vida diária?

III. Esperança para o futuro (Sl 91:4)

A. O que significa para o cristão do século 21 que Deus prometeu estar sempre conosco?
B. O que significa para os membros de sua classe a promessa divina de proteção e sustento?

Resumo: Cristo nossa esperança nos dá a certeza da salvação e a promessa de Sua presença nesta vida e para toda a eternidade.

Ciclo do aprendizado

Só para os professores: O passo 1 do ciclo de aprendizado natural procura relacionar as experiências dos alunos com a lição. Ajude os membros de sua classe a responder à pergunta: "Por que esta lição é importante para mim?"

No Salmo 91:4 e 14, o salmista descreve Deus como estando pronto para abrigar e livrar os que clamarem a Ele. Se você está, ou alguma vez esteve, em uma situação difícil, sem enxergar o escape, como estes versos podem livrar você do desespero?

Procurando na Bíblia histórias de libertação divina, como você vê a esperança se tornando realidade?

Só para os professores: Este passo do ciclo do aprendizado natural apresenta informações que os alunos usam para entender melhor a lição. Ajude os membros de sua classe a responder a esta pergunta: "O que preciso conhecer da Palavra de Deus?"

Comentário bíblico

I. Comunicação da esperança: a Palavra de Deus

Faça arranjos para que um membro da classe que passou por um salvamento miraculoso conte sua experiência como introdução da sua lição.

Pense nisto: Leia Gênesis 1 juntamente com a classe. Conte quantas vezes aparece a palavra bom ou muito bom. Depois que Deus criou o mundo, Ele disse que era "Muito bom!"

Comente como é a harmonia perfeita com Deus. Então, compare a harmonia com a rebelião e suas conseqüências.

Compare e contraste: Recapitule o que Deus fez ao longo da História para oferecer esperança e certeza.

Contraste com os resultados dos esforços humanos. O que nos impede de escolher o que Deus oferece? Já que nossa situação está além do que os esforços humanos podem fazer, o que você e eu precisamos para aprender a contar com a esperança que Deus oferece?

II. A esperança em que vivemos

Pense nisto: Jesus disse: "Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo." (Jo 16:33). Como pode você conciliar as palavras do Salvador com a realidade do mundo em que vivemos? Guerras, conspirações para destruição, supervírus e antibióticos ineficazes, seqüestros de crianças e assassinatos podem ser algumas das coisas que você incluiria em uma lista para descrever a condição de nossa sociedade. Como o diálogo de Cristo com Seus discípulos em Mateus 24 nos dá esperança?

III. A conclusão da esperança – aqui e agora

Pense nisto: Os discípulos caminharam e falaram com Jesus. Embora não cressem que Ele morreria na cruz, eles descobriram que Suas palavras eram verdadeiras e fidedignas. Sua ordem para eles foi muito específica: "Sereis Minhas testemunhas" (Atos 1:8). Eles O viram entrar no Céu assim como Ele voltará. Então, seguiram a instrução dos anjos de ir e contar ao mundo que Ele voltaria (Atos 1:11). Como podemos retomar essa mesma perspectiva de esperança?

Pense nisto: A advertência de Paulo aos primeiros crentes cristãos foi: "Sede firmes, inabaláveis... sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão" (1Co 15:58). Que fato na experiência pessoal de Paulo o levou a ter essa confiança em Jesus Cristo e na esperança que Ele oferecia?

IV. Esperança como prioridade da vida

Pense nisto: Em que são baseadas as falsas esperanças? Encontre alguém que esteja disposto a contar à classe uma experiência pessoal. Qual é a diferença entre a esperança falsa e a esperança que se cumprirá em breve? Qual é a certeza da esperança da segunda vinda de Jesus? Como você explicaria a realidade dessa esperança a alguém que seja cético? Que experiência pessoal você poderia contar para ajudar essa pessoa a obter fé?

Compare e contraste: O propósito da nossa existência como "adventistas" está no conhecimento do iminente retorno de Cristo. Veja Ap. 14:7-12. Ele abriu para nós uma via de escape por intermédio de Sua obra perfeita de redenção. Essa esperança é diferente de qualquer outra esperança que poderíamos ter. É a culminação de tudo em que acreditamos. Na esperança do segundo advento, nossa fé encontra seu cumprimento. Toda a humanidade precisa compartilhar a esperança da segunda vinda. Seu fundamento está em Deus, totalmente confiável. Essa esperança é de importância crucial. É necessário manter constante atenção para preservar viva a esperança na segunda vinda, apesar dos cuidados e necessidades desta vida. A expressão dessa esperança é o objetivo e a motivação de nossa fé. Mencione com sua classe atividades que ajudariam a manter prioritária na vida diária a esperança da volta de Jesus.

Pense nisto: Leia João 14:3. Como você se sente ao pensar que a volta de Jesus para levar você ao lar é uma coisa pessoal? Se você soubesse que Ele viria na próxima semana, a quem você diria e como contaria isso?

Só para professores: Este passo do ciclo do aprendizado ajudará os membros de sua classe a encontrar a resposta para a seguinte pergunta: "Como posso pôr em prática as informações que aprendi?"

Pergunta para consideração

O que significa ser confiável? Muitas pessoas mantêm vida exemplar sem ter uma relação pessoal com Jesus. (Leia Rm 8:32; Cl 2:13; 1Jo 1:9.) Por que é importante ter um Salvador confiável quando nossos esforços humanos parecem tão bons?

Pergunta de aplicação

Em João 10:10, Jesus diz: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância". Como a aceitação do perdão de Deus torna possível manter uma vida abundante, cheia de esperança? Ponha seu nome neste texto. Como Deus lhe deu uma vida de antecipação e propósito? Se você tiver dúvidas para saber se realmente aceitou Deus como senhor de sua vida, conte seu problema a um amigo de confiança. Convide essa pessoa a estudar a Bíblia com você, procurando textos sobre o dom da salvação. Peça também a essa pessoa que ore para que você desenvolva certeza em Deus.

Testemunhando

É grande a probabilidade de que você conheça pelo menos um vizinho, amigo ou colega de trabalho que tenha problemas com a falta de esperança e desespero. Peça que Deus sintonize sua audição para reconhecer a direção do Espírito Santo ao guiá-lo a essa pessoa. Faça um concerto com Ele de estar pronto a compartilhar seu testemunho de esperança com essa pessoa quando Ele providenciar o lugar e a oportunidade.

Só para professores: Neste último passo do ciclo do aprendizado natural, você pode estimular os membros da classe a dar uma resposta prática à lição. Ajude-os a responder a esta pergunta: "Com a ajuda de Deus, o que posso fazer com o que aprendi nesta lição?"

Pense nisto: Como você pintaria um quadro de esperança? Que tipo de peça musical você comporia ou que estrutura você construiria para descrever ao mundo a esperança? (Leia estes textos com sua classe: Gn 12:1-3; Sl 130:7; Jo 14:9.) Como podemos viver de modo a tornar real a esperança na comunidade onde estão nossas igrejas e nos bairros em que vivemos e trabalhamos? Escolha com sua classe uma atividade ou projeto que farão juntos no próximo mês para serem agentes de esperança vivos e visíveis.

 

José Carlos Ramos. 1

Sikberto Marks. 5

 

Revelação de esperança

José Carlos Ramos
Professor de Teologia do Unasp

Observando atentamente o índice das lições deste trimestre na primeira página, é possível visualizar a maneira como os assuntos foram estruturados. Além da primeira, introdutória ao tema, e da última, a lição de fechamento, as demais podem ser agrupadas em dois blocos distintos, um de caráter mais apologético (da segunda à sexta lição), e o outro de natureza mais exortativa (da sétima à penúltima).

No primeiro bloco, os assuntos se voltam mais à autenticidade da Bíblia, e provêem suficientes evidências de que ela é, de fato, a inspirada Palavra de Deus. Somos, assim, fortalecidos na fé e predispostos a reagir favoravelmente ao teor do segundo bloco, que salienta a importância de uma resposta positiva às injunções divinas e suas conseqüências. Afinal, não é possível a harmonia com a Palavra sem que os princípios nela exarados sejam plenamente assimilados e incorporados à vida; tampouco é possível a assimilação e a vivência desses princípios sem que isso resulte em preciosas bênçãos para o obediente filho de Deus.

Daí o enfoque da lição passada, a sétima, mostrando-nos que a Bíblia pode e deve mudar nosso ser e, conseqüentemente, nosso modo de ser. Isso é inferido mesmo no título daquela lição: "A Palavra em nossa vida". Então, a partir da presente, são abordados os maravilhosos efeitos de nossa resposta de fé à Bíblia. Vê-se, em verdade, de que forma ela retribui àqueles que a aceitam: ela consola e gera real esperança, transmite seguras diretrizes de saúde, promove a felicidade, incute sabedoria e faz crescer.

Quão preciosa é a Bíblia!

A "Consolação das Escrituras"

O texto principal do estudo de hoje, Romanos 15:4, menciona três itens: paciência (ou perseverança, constância, persistência,como trazem outras versões), consolação e esperança. Os dois primeiros são provenientes das Escrituras, o primeiro para nos estimular e fortalecer e o segundo para nos envolver e confortar. O terceiro item nos é outorgado em resultado dos dois anteriores.

Algumas questões decorrem naturalmente desse texto. Por exemplo, em que sentido a paciência provém da Bíblia? Bem, suas orientações, derivadas do propósito salvífico de Deus e cobrindo diferentes aspectos da existência, definem o significado e ideal definitivos da vida, enquanto suas promessas impelem à perseverança na preservação desse significado e na busca incansável desse ideal. É pelas promessas de Deus que finalmente são fixados em nós os traços do Seu caráter (2Pe 1:4). Poder divino se concentra nas Escrituras (Mt 22:29) em suficiente medida para conduzir o homem em triunfo até o fim (2Co 2:14; Jd 24). Além disso, a Bíblia descreve o modo como os fiéis do passado suportaram tentações e tribulações: perseverantemente até alcançarem a vitória. Se eles, que eram semelhantes a nós e sujeitos "aos mesmos sentimentos" (Tg 5:17), foram vitoriosos, por que não nós? Então, vale a pena persistir, pois "aquele... que perseverar até o fim, esse será salvo" (Mt 24:13).

Outra questão: por que "consolação das Escrituras"? Porque elas realmente consolam; e consolam porque procedem "do Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação" (Rm 15:5); do Filho, aquele que disse: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei" (Mt 11:28); e do Espírito Santo, identificado pelo próprio Senhor Jesus como o "outro Consolador" (Jo 14:16).

As Escrituras também consolam porque são capazes de infundir esperança. Mas por que infundem esperança? Acima de tudo, porque foram produzidas pelo influxo de um Deus que ama o ser humano e quer seu bem. Seus conselhos e promessas visam ao êxito nos diferentes aspectos da existência, e garantem o triunfo no maior embate a ser travado, a luta contra a mal, contra o pecado (ver lição de terça-feira).

E, ainda, uma última questão: que tipo de esperança as Escrituras infundem? Bem, se a razão primordial da Bíblia é informar o plano da redenção e tornar-nos sábios "para a salvação pela fé em Cristo Jesus" (2Tm 3:16), temos que convir que toda a esperança por ela infundida está vinculada à experiência da salvação. E como a salvação é desfrutada a partir do momento em que Jesus é recebido como Salvador pessoal, encerrando em si mesma, porém, a certeza de sua plenitude na consumação final, temos que convir que a esperança bíblica modela, com efeito, a presente vida, enquanto avança para o além. Paulo diz que seríamos "os mais infelizes de todos os homens" "se a nossa esperança em Cristo" se limitasse "apenas a esta vida" (1Co 15:19). Por isso, para o mesmo Paulo, a volta de Jesus era a "bendita esperança" (Tt 2:13), o que, igualmente, precisa ser para nós.

Esperança de perdão

Este assunto é crucial: o perdão de Deus. Sem ele, tudo está perdido. "Se observares, Senhor, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão para que Te temam" (Sl 130:3 e 4). Mas se sem o perdão tudo está perdido, com ele, tudo nos é oferecido. O perdão de Deus custou a vida de Seu Filho, e é precisamente esse sublime fato que nos dá esta garantia: "Aquele que não poupou a Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou, porventura não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?" (Rm 8:32).

Os sete textos que respondem à pergunta 3 são todos absolutamente explícitos quanto ao oferecimento do perdão. Os dois primeiros e o quarto falam de remissão de pecados, o que lembra o resgate pago por Cristo na cruz (razão porque pecadores podem ser perdoados); os demais mencionam o perdão ou o ato de Deus perdoar, mas um deles, 1 João 1:9, é interessante num detalhe: Neste texto, nos é dito que Deus "é fiel e justo para nos perdoar os pecados" (grifos acrescentados). Esperaríamos que dissesse "fiel e misericordioso", já que não imaginamos o perdão como fruto da justiça divina; esta, em primeira instância, requer nossa punição, não nossa absolvição. Pode ser que o escritor sagrado tivesse em mente a justa fidelidade de Deus em cumprir, a quem se arrepende e confessa, a Sua promessa de perdoar. Não podemos esquecer, todavia, que Cristo pagou o preço do nosso perdão ao assumir a culpa dos nossos pecados e morrer em nosso lugar a morte que nos cabia. Assim considerando, Deus nos perdoa como um ato de justiça de Sua parte, como justo é uma dívida já paga não ser novamente cobrada.

O sacrifício de Jesus solidifica, portanto, a esperança do perdão. Não importa o crime cometido, o negror e hediondez do pecado praticado. Para aquele que se arrepende exercendo fé em Jesus, o perdão é oferecido. Não há a mínima dúvida a esse respeito.

Esperança para vencer o pecado

Este assunto é de fundamental importância. É uma seqüência natural do tema anterior. O que foi comentado sobre a "esperança do perdão" torna-a, indubitavelmente, uma das mais deleitosas esperanças que podemos nutrir. Mas temos que nos precaver quanto a um detalhe. O diabo sabe de toda essa gloriosa história de amor e sacrifício, e do que ela representa para os pecadores, e procura distorcer o sentido da bem-aventurada esperança, transformando a disposição divina em perdoar em um incentivo à prática do pecado. Seria mais ou menos como se alguém raciocinasse nesses termos: já que Deus está disposto a me perdoar, não há problema com o pecado. Posso pecar à vontade!

Não permitamos que esse arrazoado diabólico nos enrede. Nunca a prática do pecado deixa de ser um problema. Deus perdoa o pecado deliberado, como no caso de Davi ao provocar a morte de Urias, mas não esqueçamos quanta angústia e sofrimento esse pecado, em combinação com o do prévio adultério, trouxe para aquele rei. Ele encontrou descanso somente quando reconheceu o seu duplo crime, e o confessou arrependido: "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a Tua mão pesava dia e noite sobre mim; e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-Te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e Tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado" (Sl 32:3-5).

Também não podemos esquecer que, persistindo a deliberação pecaminosa, o resultado será o endurecimento da sensibilidade espiritual. Se Davi continuasse resistindo ao toque de Deus, chegaria o momento em que ele não mais sentiria o peso de Sua mão; ele teria pecado contra o Espírito Santo, tornando-se "réu de pecado eterno" (Mc 3:29) e culpado para sempre. De fato, esse é o único pecado para o qual não há perdão (Mt 12:31).

Assim, a vitória contra o pecado é imperativa para a vida cristã. É com ela que progredimos na fé e crescemos "na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2Pe 3:18). Crescer no conhecimento dEle é crescer em Sua semelhança.

"Morrer para o pecado" é condição sine qua non para que se desenvolva em nós o processo da santificação, "sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12:14). Tem sido corretamente observado que a salvação se verifica em três grandes atos: a justificação, pela qual somos salvos da condenação do pecado; a santificação, pela qual somos salvos da escravidão (ou domínio) do pecado, e a glorificação, pela qual somos salvos da presença do pecado. É óbvio que, através do segundo ato, Deus nos leva a vencer o pecado, como fruto exclusivo da operação de Sua graça em nós. "Graças a Deus", portanto, "que nos dá a vitória em nosso Senhor Jesus Cristo" (1Co 15:57).

Havendo alcançado esta vitória, teremos conquistado tudo. E para alcançá-la, os recursos da graça foram colocados ao nosso alcance. "Somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Rm 8:37). É verdade que, como humanos, somos marcados por fraquezas e deficiências, e às vezes, pode parecer que nosso empenho é inútil, e que não vamos conseguir. Mas Deus é poderoso para nos levar a superar as próprias faltas, e as palavras do profeta são bem apropriadas aqui: "Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz" (Mq 7:8). Por isso, "olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá" (v. 7).

A lição sugere seis passos que conduzem à efetivação da vitória contra o pecado. Seria bom que o professor fizessem referência a cada um deles, seguida de breve comentário. O de número 5 me parece de capital importância: "Tome medidas concretas e práticas para evitar as coisas que o levam ao pecado (veja Rm 13:14)." Com efeito, alimentar a inclinação carnal e pecaminosa é um meio eficiente de impedir a concretização da vitória no mais importante embate da vida.

Provisão e proteção

A esse respeito, existem maravilhosas passagens no Antigo e Novo Testamentos. Uma delas é o Salmo 37:25, que abre o estudo desta seção. Outra está no Salmo 40:17: "Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; Tu és o meu amparo e meu libertador." No Novo Testamento, destaca-se aquela declaração proveniente dos lábios do Salvador no sermão da montanha (Mt 6:25-34): Deus cuida dos pássaros, pequeninos seres da criação, bem como reveste de beleza as flores, e não há de cuidar daqueles que foram criados à Sua imagem?

A lição aponta para o cuidado protetor de Deus em meio às funestas conseqüências do pecado neste mundo, e para o fato de não nos encontrarmos à mercê de leis arbitrárias ou forças cegas e imprevisíveis. Estamos nas mãos de um Deus todo-sábio (Ele conhece nossas necessidades melhor do que nós mesmos, e a maneira mais apropriada de supri-las), todo-misericordioso (Ele tem os melhores propósitos para conosco), e todo- poderoso (Ele é capaz de suprir "infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o Seu poder que opera em nós" (Ef 3:20).

Aos filipenses, que haviam se associado a Paulo em suas carências, o apóstolo lhes assegurou que Deus haveria de supri-los em todas as suas necessidades (Fp 4:10, 14-16, 18 e 19). Isto nos faz lembrar que Deus honra aos que O honram (1Sm 2:30); a fidelidade nos dízimos e nas ofertas, por exemplo, não será passada por alto (Ml 3:10-12).

A lição ainda lembra que podem ocorrer perdas, mesmo quando existe fidelidade de nossa parte. Afinal, não podemos efetivar um relacionamento com Deus na base de um toma lá e dá cá. Num relacionamento de amor não existe mercenarismo. Deus nos ama e espera de nós uma resposta de amor, que nos leve a crer que, mesmo em momentos difíceis, quando tudo parece desandar, Suas providências para conosco são mantidas. Com efeito, muitas vezes isso será mesmo uma questão de fé, pois fatos podem ocorrer que não entendamos e, todavia, continuará ainda sendo verdade que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito" (Rm 3:28).

Esperança de vida eterna

A lição reservou para a parte final do estudo o assunto mais delicado e ao mesmo tempo o mais fundamental de nossa trajetória por este mundo: a questão que envolve a morte. Para muita gente, o preparo para a vida é o que o existe de mais importante. Mas a Bíblia mostra que o preparo para a morte é ainda mais importante, porque, segundo ela e pelo poder da graça, a morte não tem a última palavra. Depois dela existem duas situações, e duas apenas, das quais não há como escapar, pois inevitavelmente uma delas será o nosso quinhão: estaremos eternamente salvos ou eternamente perdidos. Como, todavia, ambas acontecem em resultado de escolha pessoal, cada um de nós pode optar pela primeira das duas situações, e nutrir a "esperança de vida eterna".

Em sua parte inicial, o estudo de hoje lembra que a morte aguarda a cada habitante deste planeta, independentemente de idade, sexo, nacionalidade, cor da pele, grau de instrução, condição financeira, nível social etc. Para uns ela chegará mais cedo, para outros, mais tarde, mas indistintamente, todos terão que enfrentá-la um dia. Graças a Deus, porém, a salvação foi também providenciada para todos, e só se perderá quem assim o quiser.

A pergunta 7 nos conduz a dois textos: 1 Coríntios 15:51-58 e 1 Tessalonicenses 4:13-18, que deixam claro que a esperança de vida eterna se concretizará na segunda vinda de Cristo, momento em que aqueles que morreram preparados, ressuscitarão, ao comando de Jesus, imortais e glorificados, para, juntos com os salvos que não morreram e agora igualmente transformados, reunir-se para sempre com o Senhor.

Vida eterna poderá ser conferida a eles porque o Salvador quebrou o poder da morte ao vencê-la na cruz (Hb 2:14; Cl 2:15). Sua ressurreição é uma esmagadora evidência desse fato, pois a morte, tendo sido vencida, não teve poder de segurá-Lo na sepultura (At 2:24). Então, conferindo-lhes agora a vida eterna, Ele cumpre Sua promessa, feita a todos os Seus fiéis seguidores: "Porque Eu vivo, vós também vivereis" (Jo 14:19). É por isso que a volta de Jesus, como já comentei no estudo de domingo, é a nossa "bendita esperança" (Tt 2:13).

O estudo termina com uma solene pergunta: "Como a esperança de vida eterna deve influenciar sua vida agora?"

No estudo de domingo, ao comentar o tipo de esperança que as Escrituras infundem, cheguei à conclusão, com base principalmente em Paulo, de que a esperança bíblica, enquanto avança para além, modelará a presente vida. Segundo o apóstolo, a esperança autêntica não descarta a presente vida, mas se volta com muito mais ênfase para a vida porvir, precisamente em razão de que nossos anseios referentes às coisas temporais serão norteados, moldados, normatizados pela dimensão supra-terrena de nossa esperança. Portanto, não devo estabelecer quaisquer projetos, metas etc., que conflitem com minhas convicções espirituais, empalideçam meu ideal de fé e interfiram em meu relacionamento com Deus, interrompendo minha comunhão com Ele. Dessa forma, meu preparo para a morte, ou melhor, para a vida eterna que virá por fim, muito mais que apenas um propósito, será algo efetivo e definitivo na vida que tenho hoje.

Sikberto Marks

Estudos da Bíblia: Segundo trimestre de 2007

Tema geral: A Bíblia para hoje

Estudo nº 08 Revelação de esperança

Semana de    19 a 26-05-2007
Comentário auxiliar elaborado pelo prof. Sikberto Renaldo Marks

marks@unijui.tche.br - Fone/fax: (0xx55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Comentário complementar ao estudo da lição

Verso para memorizar: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela fé, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Romanos 15:4).

  1. Introdução – santo sábado, dia do Senhor, da vida e da felicidade.

Vamos falar um pouco sobre esperança hoje? Há tantos assuntos na Bíblia que nos dão esperança que chega a ser um verdadeiro oásis nesse mundo tenebroso e cada vez, mais perigoso. Imagine o Jardim do Éden. Tenho a esperança de entrar lá. Ele agora está no Céu. Quando formos salvos, poderemos entrar nele. Pretendo ir com Adão e Eva. Eles verão como o deixaram pela última vez quando estiveram lá. Deve ser um lugar indescritível de tão maravilhoso.
Quero, com meus primeiros pais, caminhar pelo jardim, e ouvir deles sobre o que faziam lá. Quero ouvir tudo, menos a história da tentação, que já sei de cor, e que quero esquecer. Eles irão mostrar como foi o primeiro dia de vida, naquela sexta-feira em que foram criados. Quero que relatem como foi o primeiro pôr de sol, na entrada do sábado. Devem ter sido momentos maravilhosos. Eles sabiam que existiam, e desconheciam o mal. Como é ruim conhecer o mal e ser por ele tentado frequentemente. Eles eram inocentes naquele lar lindíssimo. Eles, com prazer relatarão como foram os dias da felicidade deles, antes da queda.
Essa é uma das minhas esperanças: ver o lar de onde procedeu toda a humanidade. Ver o exato lugar onde DEUS formou o boneco de barro e soprou o Seu fôlego de vida em Adão. Ver o lugar onde DEUS fez uma operação, tornando uma das costelas de Adão em sua mulher. Tenho firme esperança de um dia, bem logo, concretizar esses sonhos. A esperança tem fundamento muito sólido: as profecias bíblicas. Não há possibilidade de, após tantas serem cumpridas, falhe justamente a melhor parte para o qual o Céu tem trabalhado durante milênios, e pela qual JESUS morreu tão cruelmente. Eu sei que Ele virá, e antes que se imagine. Nesse evento está fundamentada toda a minha esperança.

  1. Primeiro dia: A “consolação das escrituras”

“Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino, a fim de que, pela paciência e pela consolação das escrituras, tenhamos esperança” (Rom. 15:4).
O título para o estudo de hoje é “consolação das Escrituras”. Entendamos essa expressão. Vivemos num mundo infestado de problemas. Estamos sob ameaças e riscos constantes, num ambiente em que se agrega crescente injustiça. No Brasil, estamos nos dias em que era escrito esse comentário, no meio da operação furação, que prendeu bandidos de sofisticado nível de criminalidade. Tem graça viver num mundo assim? Mundo cujo clima está cada ano visivelmente pior. Mundo onde a insegurança só aumenta pela tensão entre as nações e entre as pessoas. A título de ilustração, entrei agora num noticiário eletrônico do “Estadão”, jornal de São Paulo, e copiei os títulos das dez primeiras manchetes. Estão abaixo.
17h27 - Vazamento tóxico leva centenas ao hospital na China
17h26 - Romário admite que pode marcar milésimo gol em outro time
17h23 - Curta brasileiro Saba será exibido em Cannes
17h21 - Confirmado, Lauryn Hill vem em turnê ao Brasil
17h21 - Infraero está pronta para a CPI, diz presidente da estatal
17h17 - STF abre inquérito para apurar vazamento na Hurricane
17h17 - Centenas de crianças estão no exército do Congo, diz ONG
17h10 - Itália suspende 7 árbitros e 2 assistentes pelo Calciocaos
17h04 - Ajax vai aposentar a camisa de Johan Cruijff, a número 14
17h02 - Produção de petróleo no Brasil cresce 3,7% em março

            Faça uma análise desse trecho de notícias de jornal: 5, ou 50% são notícias ruins, 4, ou 40% são bobagens, e uma notícia, a última, é boa. Pode perceber que as notícias não foram escolhidas, e sim, copiadas as dez últimas do jornal no momento do acesso. De dez, uma só é positiva, e a metade altamente negativa. É atraente viver num mundo assim? Isso aqui tem futuro? A sociedade humana ainda vai longe? Faça você mesmo o teste da proporção das notícias boas, bobagens e notícias ruins.
            Bem, isso tem a ver o que com o assunto de hoje?
            Simples, nesse contexto, se não houver motivo para esperança, viver não faz mais sentido. Ou um dia as coisas melhoram, e nós temos certeza disso, ou bem logo ficaremos todos cada vez mais estressados, depressivos, sem motivos para viver.
            A lição está dizendo que as Escrituras oferecem esse consolo, ou seja, hoje está ruim, mas quem optar pela salvação, tem certeza que quando JESUS voltar, tudo ficará excepcionalmente bom. Nesse caso, curiosamente, de certa forma, quanto pior, maior será o contraste com a pátria que o salvador nos oferece. Ou seja, aqueles que aqui passarem por grande aflição, nos primeiros dias, aproveitarão muito mais a Nova Terra porque sentirão maior contraste em relação ao que passaram aqui. Até nisso ser salvo é vantajoso.
            Então é que entramos nos versos de hoje. Em Romanos 3:26 e I Ped. 3:18 nos esclarece que JESUS é justo para nos justificar, para esse fim Ele morreu. Em João 16:13 e II Tim. 3:16 ensina que O ESPÍRITO SANTO guia em direção a toda verdade, por meio de uma Escritura inspirada para nos corrigir no que for necessário. E em Lucas 18:29 e 30 mais I João 5:13 afirma que quem deixa os atrativos desse mundo para seguir JESUS, aqui mesmo receberá mais, e no futuro receberá a vida eterna.
            Bem, isso é muito bonito, pois, justamente em meio ao cenário acima descrito, temos essa esperança: uma pátria onde poderemos ser felizes por toda a eternidade. Não é algo consolador saber que, embora agora esteja ruim, depois será a perfeição, para sempre?

  1. Segunda-feira: Esperança de perdão

Ontem, em resumo estudamos sobre a consolação das Escrituras. Significa que, na Bíblia podemos encontrar consolo para as perplexidades que temos de enfrentar aqui nesse mundo de pecado. Esse consolo apóia-se nas firmes promessas de uma nova vida, perfeita de felicidade e de duração eterna. Isso é um consolo, ou seja, apesar de aqui ser ruim, saber que com a segunda vinda de JESUS tudo vai ficar ótimo, nos serve de consolo.
Hoje estudamos sobre a ‘esperança de perdão’. Sentir uma sensação de desconforto mental depois de fazer algo errado deve ser normal. Quem não tem essa sensação está perigosamente brincando com o ESPÍRITO SANTO, pois é Ele que nos faz sentir-nos assim. E esse é o caminho para o pecado contra o ESPÍRITO SANTO, de não mais sentir necessidade de perdão, e portanto, continuar pecado, seja algo grave, seja apenas coisa pequena e banal. Nessa condição nunca poderá ser perdoado, pois não sente a necessidade e não quer perdão.
Em seres normais, ao cometerem um erro, o ESPIRITO SANTO toca nessas pessoas, pois DEUS não quer perdê-las, JESUS não quer ter morrido em vão por elas, o Céu as ama, e deseja ver elas vivas para sempre. Há um empenho por parte do Céu pela libertação dessa pessoa da condição de condenada. Como resultado desse empenho, a pessoa sente-se culpada, isto é, sente necessidade de perdão. Ao admitir o erro, e ao desejar o perdão, só uma coisa é certa nesse momento: o perdão será concedido. Não foi a toa que JESUS morreu, Ele o fez para que pudesse facilmente perdoar, e é o que todo o Céu deseja. Pois, uma vez sendo perdoada, a pessoa sente-se outra vez, em sua consciência, em paz, a vida retornou ao normal.
E agora, segundo o título da lição, mesmo que esteja perdoado, mesmo que num determinado momento não esteja sentindo a necessidade de perdão por estar limpo, só o fato de saber que facilmente pode ser perdoado, pelo sangue de JESUS, isso proporciona um conforto espiritual. Saber da certeza do perdão, que garante a vida eterna dá uma esperança tão agradável que em si faz melhorar a vida na Terra. É muito bom saber que podemos ser perdoados. Assim é em relação ao Céu como em relação ao ambiente familiar. Em resumo, para vivermos em paz, todos necessitamos ter a certeza de sermos perdoados, assim como devemos ter a determinação de também perdoar. É o que diz a oração modelo de JESUS: “perdoa as nossas ofensas assim como perdoamos aos que nos ofenderam”.
Uma coisinha mais, nós só avaliaremos plenamente o quanto foi o valor do perdão quando estivermos na Nova Terra. Então é que veremos a diferença em termos sido perdoados, e o estado dos que não foram perdoados. Podíamos estar entre eles. É aí que valorizaremos o preço do perdão: o sangue de JESUS, derramado pro nós.

  1. Terça-feira: Esperança para vencer o pecado

Sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os perversos são derrubados pela calamidade” (Prov. 24:16) e está garantido que DEUS nos dará “a vitória por intermédio de nosso Senhor JESUS CRISTO” (I Cor. 15:57).
O que significa a esperança para vencer o pecado? Coloquemo-nos exatamente no nosso lugar. O que somos? Ora, nossa natureza é sermos pecadores. O que isto significa? Que nós temos uma forte tendência a pecar, ou seja, em nós o pecado é atraente, gera prazer. Ao natural o desejamos, mesmo que saibamos que pecar é errado e que nos leva à morte.
Se você acha que estas palavras são muito fortes, por acaso existe alguém aí que não pratique alguma coisa que não deveria, e da qual lhe é difícil se libertar? Por exemplo, aqui no Rio Grande do Sul, mesmo membros da igreja, apreciam o chimarrão, embora contenha substâncias nocivas. E quantos apreciam o café? E a coca-cola? E os rotineiros descuidos da saúde? E das leituras nocivas. E das piadas imorais? Pois bem, a maioria das pessoas não tem necessidade de serem libertadas de suas práticas assassinas, de roubo, de assalto, de trafico de drogas, etc., porque não praticam essas coisas mais radicais. A maioria necessita vencer pecados que nem sempre são considerados como pecado, mas que tem o mesmo poder letal de levar para a morte eterna que aqueles que nós consideramos realmente pecado.
O que a lição de hoje está a dizer é, seja o pecado grande ou pequeno, seja ele repetitivo ou isolado, seja ele em grande número ou só de uma vez, não importa, pode e deve ser vencido. E vencido, a vida eterna estará garantida por meio de JESUS.
O que um dos versos acima diz é o seguinte, o justo pode cair inúmeras vezes, mas se levantará, porém, se o perverso cair uma única vez, como não se arrepende, isso lhe é suficiente para morrer para sempre.
Extraído do estudo da Bíblia, a lição apresenta recomendações para vencer o pecado. São em forma de seis passos, que sugerimos sejam estudados por importantes que são. Destacamos um dos passos, o primeiro, que entendemos ser o mais importante: reconhecer-se como pecador, incapaz de por si, vencer sua natureza pecadora. Ou seja, somos fracos, e precisamos nos conscientizar disso. Só assim, pode-se dar início aos demais passos rumo à vitória sobre nossas inclinações naturais.

  1. Quarta-feira: Provisão e proteção

“...jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl. 37:25).
Esse verso é uma síntese da vontade de DEUS a nosso respeito. Ele, nosso Criador e também Redentor, que nos criou para nos amar e que morreu por nós por nos amar, não iria nos deixar sofrendo sem se importar com isso. JESUS disse que não andássemos ansiosos pela comida, pelo vestuário, pelo dia de amanhã. Hoje Ele diria que não andássemos ansiosos pelo emprego, cada vez mais escasso, pelas contas automáticas que todos temos que pagar, pelo seguro de vida ou de previdência social, sobre como iremos pagar se nos atingir uma doença de caríssimo tratamento. Ele certamente diria que não andássemos ansiosos pelos estudos, muitas vezes tão difíceis de entender, pelo diploma, tão complicado de ser obtido. Ele diria que não andássemos ansiosos sobre como viveremos nos tempos de aposentadoria, tão restrita e insegura. Hoje há muitas coisas a mais que naqueles tempos antigos para ficarmos ansiosos, afinal estamos nos “tempos trabalhosos”, “tempos difíceis” dos quais falava Timóteo (II Tim. 3:1).
Mesmo tendo JESUS falado essas coisas, por quê há tantos em nosso meio em grandes dificuldades? JESUS acrescentou o motivo: ficam ansiosos, e sofrem os problemas do ambiente do mundo os “homens de pequena fé” (Mat. 6:30). A recomendação que podemos deixar é estudar a Bíblia todos os dias. Não se necessita muito tempo, ou seja, uns dez minutos, e tomar firme propósito de realmente colocar em prática o que estudou. E ter um plano de oração. Quanto mais oração, mais fé. Dizia um antigo pastor: “muita oração, muita fé, pouca oração, pouca fé, nenhuma oração, nenhuma fé”. Um bom plano de oração é orar durante o dia durante uma hora. Não é difícil, basta se organizar. Por exemplo, quatro orações de dez minutos cada. Uma de madrugada e outra antes de ir ao trabalho. Organize-se de modo que a oração não seja sempre a última atividade, pois se atrasar nas outras, e nessa que irá espremer o tempo. Desse modo DEUS fica em último lugar, e não vai querer que Ele goste disso. A terceira oração pode fazer por volta do meio dia, e a última, à tarde ou noite. Essas são orações de joelhos.
Assim já terá orado por 40 minutos e os outros 20 minutos poderá orar durante o dia, a qualquer momento, quando sentir necessidade, vontade, ou se lembrar. Vai ver que facilmente passará de 60 minutos de oração. E vai ver também que essa uma hora não lhe faltará, as cosias andarão tão bem que a produtividade de seu trabalho aumentará mais que na proporção do tempo em que está orando. Além disso, os 20 minutos restantes você poderá orar durante o trabalho ou a qualquer momento. Praticando um plano desses, ou outro qualquer, desde que tenha um plano, e que não se restrinja a só 5 ou 10 minutos com DEUS, vai ver semanalmente crescer a sua fé. É algo maravilhoso.
Vendo aumentar a fé, não sentirá ânsia pelo que pode faltar. Sentirá DEUS ao seu lado, e perceberá suas bênçãos no que faz e em tudo o que necessita.
Uma pequena experiência própria. Responsável pela implantação da Educação a Distância na UNIJUÍ, onde trabalhamos, há duas semanas tivemos uma reunião bastante difícil para discutir a nossa proposição do Modelo de EaD. Estamos desenvolvendo um sistema de EaD inovador, que vá na direção da alta qualidade de ensino (pensamos muito nos nossos jovens que tem dificuldades em estudar por causa do sábado, e queremos criar aqui essa oportunidade de um sistema realmente flexível, ou seja, totalmente on-line. Por isso, certamente o inimigo está de olho para criar dificuldades, e elas não faltaram nessa reunião). Na reunião dessa semana, incrivelmente todos estavam a favor, até deram sugestões interessantes. A pergunta que me surgiu foi: como é que ocorreu tão grande mudança? A resposta não pode ser outra: DEUS interferiu nas mentes deles. A oração fez seu papel. Um detalhe: não chegamos a ficar ansiosos, confiamos em DEUS, Ele que fizesse conforme a Sua vontade. E Ele fez, e nós gostamos, nos sentimos felizes.
Se os nossos leitores desejarem dar seus testemunhos, poderiam nos enviar por e-mail, e os publicaremos na nossa página. Servirá para que outros se sintam incentivados a, como Enoque, andar com DEUS. É muito interessante. E DEUS nos incentiva a testemunhar.

  1. Quinta-feira: Esperança de vida eterna

Pensando bem, se DEUS nos desse a vida eterna num planeta destroçado como temos hoje, até seria bom, não acha? Se as condições físicas da natureza ficassem exatamente como as de hoje, e fossem melhorando gradativamente, retrocedendo ao longo de 6 mil anos, até ficar perfeita outra vez, já seria muito bom. Se a humanidade fosse escolhida por DEUS, conforme o plano de salvação, e os ímpios desaparecessem, e todos se amassem, e tivessem a vida eterna, e se o trabalho ainda fosse necessário para replantar etc., mesmo assim, seria ótimo. Só o fato de nossa saúde não deteriorar, e não termos que passar pela morte, já seria algo tão bom que não caberíamos em nós, de tanta felicidade. Aliás, atém mesmo, se os mortos em cristo ressuscitassem em suas respectivas condições de idade, mas sem doença, e fossem durante os anos se renovando, cada vez mais vigorosos, assim já seria muito bom. Num ambiente assim, e sem violência, melhorando aos poucos em direção à perfeição, nem pediríamos mais nada a DEUS. O fato que faz a diferença é se morremos ou se não morremos, e em não morrendo, se somos ou não felizes.
Mas DEUS não deixa por menos. Quando ele nos der a vida eterna, ao mesmo tempo, nos dará as condições da perfeição absoluta. Sabemos disso pela Bíblia. Os versos de hoje (I Cor. 15:51 a 58 e I Tess. 4:13 a 18) dizem que a morte terá fim. É interessante, aquela que leva as pessoas ao fim, ela também terá o seu próprio fim. A morte será tragada para sempre, isto é, nunca mais se levantará (Naum 1:9) a angústia outra vez.
Para isso, seremos todos, os que escolherem obedecer a JESUS, transformados. Os mortos em CRISTO ressuscitarão já transformados, e os que estiverem vivos serão transformados. Ou seja, para que possamos viver eternamente, todos seremos transformados.
Agora pedimos que reflitam um pouco sobre um certo momento, ainda no futuro. Como acha que vai se sentir imediatamente após a sua transformação? Imagine como poderia ser isso, sentir seu corpo imortal. Deve ser algo que antes de passarmos pela experiência, nos será impossível descrever por completo.

  1. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Estudamos sobre a esperança baseada na Bíblia nesta semana. Façamos agora uma reflexão, do futuro para o presente. Imagine-se já estando no Céu. Lá não terá que lutar pela vida, isto é, o sustento estará todo garantido pela natureza pródiga. Também não poderá mais morrer, portanto, não precisará de remédios, nem sentirá doenças, nem dor. Não terá que trabalhar para um seguro de vida. Lá a alimentação será um puro prazer saudável.
Não terá medo de nada, não haverá tentação lá, nem ladrões ou assassinos. Onde quer que vá, sentir-se-á seguro, não porque um tanque de guerra esteja a seu lado lhe dando proteção, mas porque lá nada o poderá fazer mal. Lá não necessitará de proteção. Lá não trancará as portas, nem necessitará de equipamentos de segurança para a casa.
Lá não haverá corrupção, nem a classe dos honestos que tem que pagar pesados impostos para manter os corruptos, que só sugam. Lá a casa que vai receber não será sua, mas ninguém o tirará dela. E não precisará comprar equipamentos de todos os tipos, pois simplesmente não necessitará deles. Se lá estivessem seriam tralhas inúteis, mesmo que aqui seja a última produção da ciência e da tecnologia.
Enfim, no Céu será cada dia uma nova coleção de maravilhas a serem vividas intensamente. Será tão maravilhoso que não teremos quase como lembrar do passado sofrido aqui.
Agora, voltemos aos nossos dias. Sabendo que no futuro será assim, isso não dá uma força para a esperança? Não podemos por essas promessas nos sentir melhor hoje mesmo, sabendo do futuro que nos aguarda? E, sabendo que DEUS estará sempre ao nosso lado se n’Ele nos apegarmos, que não nos deixará aqui mesmo faltar o básico, o mínimo, para sobrevivermos até lá chegarmos, isso não proporciona motivos para esperança e segurança hoje mesmo?
A Bíblia é que proporciona essa esperança, essa segurança. É nela que estão escritas todas as promessas sobre o futuro que DEUS deseja nos dar. É a firme promessa de um país perfeito, uma cidade onde está o trono do amor. Assim como os heróis da galeria da fé em Hebreus 11 aguardavam uma pátria superior, e sua motivação estava alicerçada nisso, e viveram bem, assim também nós, nesses dias finais, perto da realidade prometida, podemos sentir segurança. Se hoje está ruim, se o mundo é inseguro, sabemos, no entanto, que no futuro será tudo perfeito.
Mais um pouco de paciência, e a realidade da perfeição se abrirá em nossa frente. Só mais um pouco de paciência.