45º sábado
Lídia tornou-se uma mensageira
CONHEÇA MAIS: Atos 16:14-16; 40.
OBJETIVO: Sempre lembrar que a solidariedade e a hospitalidade também são uma forma de evangelizar.
DISPOR DE: Uma moça vestida, conforme o costume de Israel. Que tenha dois pedaços de tecido nas mãos: um vermelho e outro branco. Além disso, que tenha um vaso cheio de tinta vermelha, preparada com alguma anilina.
HISTÓRIA:
Olá! Meu nome é Lídia. Meus pais me chamaram assim, porque nasci na cidade de Tiatira. Eu me dediquei ao ofício de minha família. Fomos chamados os “batizadores”. Nosso trabalho era tingir tecidos de diferentes cores. Minha tarefa principal era fazer tintas, à base de vegetais. Depois, guardávamos as tintas em vasos grandes, onde colocávamos os tecidos. Quando os fabricantes nos entregavam os tecidos, eles vinham brancos ou cinza. Nós fomos os encarregados de lhes dar a cor que nos pediam os clientes.
Esse não era um trabalho fácil, mas eu gostava muito dele. Minha especialidade era a cor vermelha, uma das mais difíceis de se conseguir. Mas eu era uma especialista! Todos me conheciam pelo meu trabalho com os tecidos! Quando mergulhávamos os tecidos na tinta, logo as tirávamos e as colocávamos ao sol, para que a cor que havíamos escolhido, penetrasse no tecido. (Que a moça que conta a história vá fazendo o trabalho de tingir o tecido, enquanto fala às crianças.)
Um dia, chegou um pregador chamado Paulo a um lugar da minha região por nome Filipos. Ele foi até o rio onde fazíamos o trabalho. Nós trabalhávamos ali, porque havia muita água. Ele nos falou de Jesus. O mesmo Messias que havíamos esperando durante tanto tempo. Senti-me feliz de que finalmente, alguém nos falasse dEle. Senti-me um pouco triste, quando entendi que ele devia morrer por nós. Mas grande foi minha alegria, quando eu soube que Ele tinha ressuscitado, ido para o céu e que logo voltaria.
Depois, Paulo nos convidou para o batismo. Todos sorrimos porque entendíamos a perfeição que ele queria dizer. Era como nós fazíamos em nosso trabalho, afundando os tecidos na água!
Então, nós nos aproximamos do rio, onde ele nos esperava e nos imergiu na água, enquanto pedia a bênção de Deus. Foi um dia maravilhoso! Minha vida que estava tingida de pecado foi transformada pelo Senhor. Foi emocionante!
Depois, insisti com Paulo e Silas, seu companheiro para se hospedarem em minha casa. Isso era uma honra para mim. Paulo não quis concordar, mas eu insisti. Eles precisavam descansar e, além disso, eles corriam risco de vida em uma cidade cheia de romanos.
Levei-os a minha casa e daí em diante, cada vez que vinha alguém para pregar em Filipos, se hospedava em minha casa. Os irmãos de diferentes países escutaram falar de mim. Todos me agradeciam por ser tão generosa em oferecer minha casa para hospedar os discípulos que pregavam sobre o Senhor.
Mas sabem, a mais abençoada fui eu, pois quem é solidário e hospitaleiro, sempre é o mais beneficiado. Recebe muito mais do que dá.
Quando compartilhamos o que temos com quem necessita, de alguma forma que não posso explicar, recebemos mais bênçãos do que damos.
Ser solidário e hospitaleiro é uma forma de ajudar a outros, mas, no fundo, os que recebem mais benefícios, somos nós.
APELO: É importante aprender a ser hospitaleiros e solidários com outros.
ORAÇÃO: Oremos a Deus para que nos ajude sempre a ser assim como foi Lídia, solidária e hospitaleira, entendendo que Deus só abençoa a quem dá. (Ore com as crianças.)
Que Deus te abençoe para entender a história bíblica, sua lição e transmitir aos pequeninos.
Abraço forte, Tia Celinha
