Cantinho da criança / adoração infantil

Histórias da Bíblia pouco contadas

Ouça esta história da Bíblia aqui (breve)

 

47º sábado

O caçula de um lar triste - Benjamim

 

CONHEÇA MAIS: Gênesis 35: 18; 24; 42:4, 34, 36-38; 43:14-16, 29, 34; 44:12; 45:12, 14, 22.
OBJETIVO: Ter a idéia de que os filhos precisam ser considerados como todos sendo filhos, sem fazer acepção.
DISPOR DE: Um adolescente, vestido conforme o povo do antigo Israel, que conte a história.

 

HISTÓRIA:

Sempre tem sido difícil ser o filho mais novo. Alguém aqui é o filho caçula? Pois eu sou o filho mais novo. Meu nome é Benjamim, que em hebraico significa “filho da mão direita”. Foi o nome que meu pai colocou em mim, apesar de minha mãe não aceitar, pois queria que me chamassem de Benoni, que significa “filho de minha tristeza”. Porém, esse nome parecia muito triste. Então, eu não fui chamado assim. Quando nasci, minha mãe morreu. Por isto, minha infância não foi muito feliz.

Durante um tempo, tive o privilégio de ter o meu irmão José. Ele brincava comigo e saíamos a passear. Nós gostávamos muito de estar juntos. Em certo sentido, ele tentou dar-me o que eu não tinha por haver perdido a minha mãe. Estar com José foi uma época que sempre lembrarei.

Porém, quando meu irmão completou 17 anos, tudo mudou. Foi o dia mais triste de minha vida. Meu pai o enviou para ver os meus irmãos que estavam distantes, cuidando do rebanho. Mas quando meus irmãos voltaram para casa, uma sombra de tristeza caiu sobre todos. Eles chegaram com a túnica colorida de meu irmão, e ela estava coberta de sangue. Todos imaginávamos que ele havia sido atacado por algum animal selvagem. Meu pai, a partir desse dia, sentia muito desgosto. Parecia que a morte de meu irmão havia tirado sua vontade de viver.

Muitos pais fazem o mesmo. Quando perdem um de seus filhos mais velhos deixam de atender os filhos menores. Parece que eles não percebem que os filhos também perderam um irmão.

Desse dia em diante, minha vida ficou muito triste. Por um lado, meus irmãos viviam cada um preocupado com seus próprios familiares e meu pai estava se acabando de tanta tristeza. Ainda sinto muita pena, quando relembro desses dias tristes.

Um dia parou de chover. Os pastos secaram e os animais começaram a morrer por falta de alimento. Foi um período muito difícil. As pessoas também começaram a morrer de fome. Minha família começou a se desesperar. Porém, um certo dia, nós tivemos a notícia de que no Egito havia alimento e que estavam sendo vendidos.

Então, meus irmãos viajaram levando dinheiro, com a esperança de voltarem com alimento. Quando voltaram, eles estavam felizes, mas ao mesmo tempo, um pouco tristes. Contaram a nosso pai que precisaram deixar Judá lá e que o homem que governava o Egito não vai nos receber outra vez, se nós não levarmos o nosso irmão caçula. Nosso pai ficou muito preocupado e não aceitou isto de forma alguma. Ele falou para meus irmãos mais velhos que não estava disposto a perder outro filho.

Mas as semanas se passaram e o alimento que haviam trazido do Egito começou a se acabar. Quando já era certeza que a comida estava no fim, meus irmãos se aproximaram do meu pai. Rúben em uma atitude corajosa ofereceu os seus próprios filhos em meu lugar, para que eu pudesse ir. Finalmente, meu pai concordou e nós viajamos para o Egito.

A viagem foi emocionante. Era a primeira vez que eu saía de minha terra. Chegamos lá e o governador do Egito nos recebeu. Quando voltávamos, descobriram que em dos nossos sacos de alimento, estava o copo desse poderoso homem. Eles nos ordenaram que voltássemos ao Egito. Foram momentos de muita angústia. Porém, finalmente, tudo se esclareceu e soubemos que aquele homem era nosso irmão José. Voltamos à nossa terra e ali contamos a nosso pai tudo que aconteceu. A partir daí, tudo foi diferente e fiquei feliz novamente por ser o irmão caçula.

APELO: Temos que agradecer a Deus por ter uma família que cuida de nós. Os irmãos (se tivermos) são um presente que nos completa. Com eles, é lindo partilhar momentos que sempre ficarão em nossa memória.

ORAÇÃO: Agradeçamos a Deus pela família que nos tem dado. (Ore com as crianças.)

 

Que Deus te abençoe para entender a história bíblica, sua lição e transmitir aos pequeninos.

Abraço forte, Tia Celinha